terça-feira, 7 de junho de 2016

E era por isso que ela gostava daqueles (a)braços. Os apertados. Porque era ali. Era ali que ela encontrava tudo o que tinha de mais bonito. Caio Fernando Abreu

Abraço. Ato de abraçar, de apertar com os braços, demonstração de afeto. Esse é o significado que encontrei no dicionário pra descrever um abraço. Achei um tanto simples descrevê-lo apenas desse jeito, com poucas palavras. Dá a entender que abraçar é apenas detalhe sem muita importância. Talvez ao escrevê-lo perde-se o sentido de fato mas, ao expressá-lo compreende-se toda essa significância. 
Vejo o abraço como um café quente pela manhã. Tem quem ache primordial; há quem diga que precise uma vez ou outra e aqueles por não verem tanta importância se acostumaram viver sem. É como abrir a geladeira no meio da noite: você está lá com a porta aberta olhando, olhando, a procura de sabe-se lá o que, que você precisa para se satisfazer naquele exato momento. Enxergo o abraço desse modo: Sinto vontade de "sei lá o que" que eu sei que cabe dentro dele. 
Tem abraço que acalma, abraço que alivia a alma. Tem abraço de mãe que protege o ninho e abraço daqueles que te aquecem no frio. 
Tem abraços que aparam lágrimas, abraços que te deixam sorrindo. Abraços que te envolvem a ponto de perceber que nunca esteve sozinho. 
Tem abraço que parece um porto seguro...e abraço que te faz sentir dono do mundo.
Tem abraços que ocupam espaços e abraços que arrancam espinhos. 
Seja atraído por abraços que sejam mais fortes que laços. Abraços que te tragam alívio. Que sejam abraços apertados, abraços apaixonados, abraços de amigos.
Agarre-se a abraços que caibam em seus braços...ainda que não faça o menor sentido.

Andreza Camillo