Na minha infância não era perigoso brincar na rua de casa até tarde da noite porque meus pais conheciam minhas companhias, a vizinhança...a índole das pessoas. Antigamente grandes tragédias eram vistas na TV e a gente "ouvia" falar desses fatos, agora, fico sabendo da notícia bem antes de ligar a televisão porque infelizmente não tem acontecido muito longe daqui.
Sempre que converso com minha mãe, minha vó elas me contam sobre as dificuldades do "seu tempo",como foi cuidar de seus filhos e como se sentem agraciadas por Deus por tudo ter dado certo até aqui. Mas, e eu? O que posso dizer do meu tempo? Não posso considerar difícil nunca pelo fato de grande parte das pessoas do meu tempo (que ainda não completaram 18) encontrarem caminhos "desafiadores" para suprir as necessidades. Mas é uma pena que essas escolhas encerraram suas vidas.
O que está acontecendo?
Será que não tem mais jeito?
Quanto vale uma vida?
Tenho aprendido coisas valiosas sobre o fato de estarmos vivos. O primeiro e mais importante dele é porque DEUS quer.
Pessoas em coma simplesmente acordam...
Pessoas soterradas por dias saem dos escombros ilesas...
Pessoas são atropeladas e saem sem um arranhão sequer.
Ninguém sabe quando se o "amanhã" irá chegar. Tenho lá minhas duvidas... Por isso vou aproveitar o quanto puder o dia de hoje.
Andreza camillo
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