Não digo no sentido de "sentir" frio, calor ou algo relativo mas, sentir sua importância no mundo, sobre a capacidade de fazer algo por si mesmo, por alguém. Antigamente, tinha-se muitos filhos não porque as condições financeiras eram melhores mas porque ter a casa cheia, estar com pessoas era fundamental, importante. Hoje em dia, as pessoas andam tão desligadas, despreocupadas, "desconectadas" da vida que ninguém percebeu que no lugar onde um novo prédio apareceu, uma árvore morreu. Que o desperdício individual vai afetar no coletivo. Ninguém se importa quando joga lixo no chão todo dia mas tem sempre um alguém tentando achar um culpado quando em tempos de chuva tudo começa alagar porque os bueiros estão intupidos...melhor dizendo, achar um culpado para seus erros cometidos. São pequenos detalhes como um grão de areia que ninguém percebe...mas muitos grãos de areia reunidos torna tudo bem perceptível.
Estamos tão acostumados a fazer a mesma coisa todo dia, seguir pelo caminho...que a gente olha para o que nos rodeia e vê como se tudo continuasse parecido.
Nossos dias andam tão "programadinhos" que acordar esperando algo novo de fato, não faz o menor sentido!
Não sou de ficar puxando assunto com desconhecidos mas, hoje, me deu uma vontade de fazer uma pergunta boba, falar sobre o tempo, puxar assunto só pra saber se...sei lá, se as pessoas continuam sendo "pessoas" e não robozinhos. Creio que, por esse costume rotineiro do caminho, não nos importamos mais em prestar atenção na vida real, porque no mundo "artificial", o fictício se tornou mais empolgante, mais divertido. Essas pessoas que encontro quase todos os dias precisam desafogar e desapegar de todo esse consumismo, materialismo,de todos os "ismos",de tudo que só estufa o ego pra que no fim do dia estejam pelo menos 1% felizes por todas as coisas que tenham conquistado, que tenham vivido. Pra que sejam orgulhosos de seus feitos...sejam agradecidos!
Quem sabe então, chegue aquela fase da vida em que nós tenhamos plantado uma árvore, criado a cura pra alguma doença, escrito um livro.
Andreza Camillo
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